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Dilma cresce 4 vezes mais que Serra na pesquisa CNT/Sensus

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O crescimento da ministra Dilma Roussef foi 4,3 vezes maior que o do governador José Serra na pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda-feira, 1º de fevereiro. Na pesquisa anterior, de novembro, o governador de São Paulo e pré-candidato tucano a presidente da República tinha 31,8% das intenções de votos e evoluiu para 33,2%, com ganho de 1,4%. Já a ministra da Casa Civil e pré-candidata do PT à sucessão do presidente Lula saiu de 21,7% para 27,8%, ampliando a sua marca em 6,1%. O crescimento de Dilma foi também duas vezes superior à margem de erro da pesquisa, de 3%, enquanto a variação de Serra, 1,4%, não chegou à metade dessa margem.

De acordo com a pesquisa, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE), pré-candidato do seu partido, ficou com 11,9%, enquanto a senadora Marina Silva (PV-AC) recebeu 6,8% das intenções de votos. Comparado ao resultado de novembro, quando tinha 17,6% da preferência do eleitorado, o levantamento mostra Ciro em queda livre. Já a ex-ministra do Meio Ambiente que em novembro aparecia com 5,9%, recebeu o apoio de mais 0,9% do eleitorado. Os indecisos, brancos e nulos somam 20,4%. Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados ao eleitor, Dilma recebeu 9,5% das intenções de voto, enquanto Serra recebeu 9,3%.

Uma análise mais cautelosa desses números nega o “empate técnico” entre os candidatos do PSDB e do PT, conforme se apressaram em afirmar os primeiros comentários da pesquisa feitos pela grande imprensa. Os números não mentem: deixam claro que enquanto o governador José Serra está patinando dentro da margem de erro, a ministra Dilma Roussef vai conquistando o seu próprio espaço a passos largos. Ao registrar quase 28% da preferência do eleitorado, a candidata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou claro que não depende da transferência dos votos de Lula para sentar-se em sua cadeira a partir de 1º de janeiro.

Esta não é a primeira vez que a pesquisa CNT/Sensus mostra que o desempenho de Serra na corrida presidencial não é o que procuram mostrar os grandes jornais, patrocinadores da sua candidatura. Em sua edição de novembro, a pesquisa já mostrou o candidato tucano despencando nada menos que 17 pontos percentuais em relação ao levantamento feito em fevereiro de 2009. Na ocasião, o comentarista da Rede Globo apontou “uma pequena queda” do governador de São Paulo. Em fevereiro, Serra tinha a preferência de 42,8% do eleitorado, caindo em novembro para 31,8%. Os números de Dilma foram, respectivamente, 13,5% e 21,7%.

Em novembro, a pesquisa CNT/Census também apurou que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não era boa companhia e por isso devia ser afastado da campanha de Serra. A pesquisa revelou que um candidato apoiado por FHC, não importando o seu nome, teria a aceitação de apenas 3% do eleitorado. Já um candidato recomendado pelo presidente Lula seria consagrado por pelo menos 20,1% dos eleitores. Os tucanos se prenderam a esse número e venderam a idéia de que Dilma se limitaria a esse potencial de transferência de votos do presidente. Pela evolução das pesquisas CNT/Sensus a ministra já mostrou que seu fôlego é grande.

Geraldo Seabra

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Comentários

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  1. Eduardo Araújo says: 2 de fevereiro de 2010

    Ela deixou claro que não depende da transferência de votos ou que esta já está em curso? :)

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