Mínimo paulista fica abaixo do que o Estado pode pagar

O governador José Serra (PSDB) anunciou esta semana um índice de reajuste do salário mínimo pago no Estado acima do aplicado no mínimo nacional, mas abaixo da capacidade estadual de conceder reajuste maior. O mínimo estadual está sendo corrigido em 10,89%, passando de R$ 505 para R$ 560. O índice de reajuste do mínimo fixado pelo governo Lula foi de 9,68%, atingindo R$ 510.
Para chegar a esse número, o governo Serra usou critérios parecidos com o do governo federal, vinculando o reajuste do mínimo estadual ao crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do Estado, tendo por base o ano de 2008. No ano passado, enquanto a economia nacional cresceu 4,71%, o PIB paulista cresceu 6,9%, ou 2,19% maior.
Mas enquanto o governo federal reajustou o salário mínimo em mais de duas vezes a variação do PIB brasileiro, o governo de São Paulo está concedendo ao trabalhador paulista apenas uma vez e meia a variação do PIB estadual. Aplicado o mesmo critério, o reajuste do mínimo de São Paulo poderia ser da ordem de 14%.
“Com relação ao mínimo nacional, o piso salarial do Estado está R$ 50 acima do novo salário mínimo. Isso é perfeitamente assimilável pela economia paulista”, disse Serra comemorando o que para ele foi uma grande realização.
Apesar do reajuste, a maior economia do país ainda paga salário mínimo menor do que diversos Estados de economias menores que a de São Paulo. Santa Catarina e Rio de Janeiro pagam R$ 587 e R$ 581, respectivamente. O Paraná tem um piso para o trabalhador rural, de R$ 605, e outro de R$ 610 para os trabalhadores urbanos.
Geraldo Seabra

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