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Marina embarca na catilinária da oposição e faz críticas equivocadas

Marina_criticas

Sem um discurso coerente para a sua campanha à Presidência da Republica, a senadora Marina Silva (PV-AC) decidiu embarcar na repetida catilinária do PSDB, nas críticas ao governo sem originalidade, equivocadas e enganosas de conteúdo.

Em pronunciamento na Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt), em Cuiabá, ontem, Marina apontou suas baterias para as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Ela optou por aprofundar suas críticas ao governo ao qual serviu durante sete anos e do qual passou a servir-se desde que deixou o Ministério do Meio Ambiente para a aventura da sua candidatura.

Pelo jeito, Marina vai seguir a receita da oposição (PSDB, DEM e PPS), à qual agora ela se perfila, da crítica fácil, por vezes irresponsável, sem apresentar um projeto alternativo de governo.

Para uma platéia de empresários aos quais já se opôs quando ministra, ávidos por uma crítica ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marina Silva falou o que eles queriam ouvir.

Embora reconhecendo “a necessidade de algumas obras” do PAC, a candidata do PV criticou o que chamou de uma falta de visão integrada das regiões envolvidas e a ênfase que o programa dá aos transportes.

Segundo Marina, as obras rodoviárias acabam provocando as altas taxas de emissão de gás de efeito estufa pelos veículos. Ela chegou a se manifestar contra a construção da BR-319, que ligará Porto Velho (RO) a Manaus (AM).

Para evitar danos à floresta amazônica, ela defendeu que os recursos a serem empregados na obra de 400 quilômetros sejam utilizados para a compra de passagens de avião, “que é mais rápido”.

Ela não explicou como nem para quem as passagens seriam compradas e ainda acusou a rodovia de servir apenas para que as pessoas façam de carro o percurso entre as duas capitais. Mas a senadora está equivocada.

Por nenhuma rodovia brasileira transitam apenas automóveis de passeio. Desde a equivocada opção rodoviária da década de 50 do século passado, quando a indústria automobilística desembarcou no Brasil, toda a produção nacional é transportada nas estradas.

Essa opção fez o país acabar com a navegação de cabotagem e com o transporte ferroviário. Em vez de criticar pura e simplesmente a construção de uma nova estrada, a senadora deveria estar lutando para a recuperação desses modais de transporte.

Última colocada nas pesquisas de intenção de voto, a senador Marina Silva (PV-AC) começa a mostrar com esse tipo de crítica infundada porque a sua candidatura à Presidência da República pelo Partido Verde não tem futuro.

Geraldo Seabra

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