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Marina assume papel de linha auxiliar do PSDB

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A senadora Marina Silva, virtual candidata do PV à Presidência da República, associou-se nesta sexta-feira (22) às críticas do PSDB ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), assumindo o papel de linha auxiliar dos tucanos.

Nos últimos dias o programa se transformou no centro das discussões entre o PSDB, o PT e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, depois que a ministra Dilma Roussef, pré-candidata do PT, denunciou que o PSDB pretende acabar com o PAC, caso vença as eleições presidenciais de outubro próximo.

“Acho que há uma visão equivocada, da aceleração pela aceleração. Precisamos sim, dos investimentos na infraestrutura do país, mas ele pode ser feito de forma cuidadosa, com os processos sociais, com as questões ambientais”, afirmou a senadora, no Rio, onde gravou os programas eleitorais gratuitos do Partido Verde.

As declarações de Marina Silva coincidem, também, com o abandono da sua candidatura pelo PSOL. Indignado com as alianças dos verdes com os tucanos, o PSOL retirou seu apoio à candidatura da senadora.

O principal motivo do rompimento, anunciado na quinta-feira pela Executiva Nacional do PSOL, é a decisão do PV de se coligar com o PSDB na disputa para o governo do Rio de Janeiro.

“Não queremos relações próximas com candidaturas conservadoras. Queremos uma candidatura autônoma, independente, não satélite das que estão aí­”, disse o secretário-geral do PSOL, Afrânio Boppré, após reunião da Executiva Nacional, em Brasília.

Ao mesmo tempo em que rompia com a candidatura da senadora, o PSOL anunciou a pré-candidatura do ex-deputado Babá para presidente da República.

Num acordo com o PSDB, o PV de Marina concordou com o lançamento da candidatura do deputado Fernando Gabeira ao governo do Rio de Janeiro, com os tucanos entrando com o candidato a vice e com o tempo de televisão que os verdes não dispunham.

O acordo abre um palanque para o governador José Serra (SP), virtual candidato do PSDB à sucessão de Lula. Antes desse acordo, os tucanos não tinham nenhuma perspectiva de palanque no Rio, situação que se repete em outros Estados.

Ao assumir as críticas ao PAC, Marina Silva reforça as especulações de que o PV poderá fazer uma aliança ainda maior com o PSDB. Neste caso, a senadora seria candidata a vice-presidente na chapa de Serra.

Se essa coligação se confirmar, estará consagrada a posição do PV como sublegenda do PSDB.

Geraldo Seabra

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Comentários

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  1. Luciano Ertel says: 6 de fevereiro de 2010

    É lamentável que quem dedicou sua vida por um projeto de sociedade, quando chega quase na terceira idade, bote tudo a perder. Existe o ideal e o possível. A Marina perdeu a cabeça. Mas eu não.

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