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Manipulação da informação derruba faturamento de jornais e revistas

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A manipulação da informação por jornais e revistas, que em nome de uma “liberdade de imprensa” distorcem ou criam fatos como se fossem verdadeiros, além de comprometer sua credibilidade pode agora estar na raiz da queda do seu faturamento, num sinal de que o leitor está rejeitando os veículos que tratam a notícia de forma “pasteurizada”.

Pesquisa do Projeto Inter-Meios, divulgada nessa terça-feira, 23, pelo site do jornal Meio& Mensagem, mostra crescimento de 2,07 no faturamento da mídia brasileira de janeiro a novembro de 2009. Já o segmento jornais e revistas, onde se dá a maior manipulação da informação, registrou queda de 9,5% e de 8,5%, respectivamente.

A pesquisa parece confirmar a opção do leitor por fontes de notícias mais confiáveis ao revelar um crescimento da internet, que na contramão dos jornais e revistas aumentou em 23,3% o seu faturamento. A participação da web no bolo publicitário já é de 4,2%, maior que a da TV por assinatura (3,8%) e próxima das emissoras de rádio (4,5%).

A maior fatia continua de longe com a TV aberta, que ficou com 60,7% da verba aplicada pelos anunciantes em compra de espaços publicitários. Com crescimento de 5,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, a TV aberta abocanhou R$ 12 bilhões dos R$ 19,8 bilhões investidos em publicidade de janeiro a novembro de 2009.

Com a queda no faturamento, os jornais ficaram com R$ 2,8 bilhões e as revistas com R$ 1,5 bilhão do bolo publicitário. O radio, com crescimento de 8,6% no faturamento, recebeu R$ 884,2 milhões, e a TV por assinatura, se arrastando numa evolução de apenas 0,5%, faturou R$ 726,4 milhões. Já a internet, com seu avanço de 23,3%, o maior crescimento entre todas as mídias, ficou com R$ 827 milhões.

Geraldo Seabra

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