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Datafolha revela declínio das chances de Serra

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Ao contrário do “empate técnico” que se procura vender entre os candidatos José Serra, do PSDB, e Dilma Rousseff, do PT, com vantagem de um ponto percentual do tucano, a pesquisa Datafolha divulgada neste sábado na verdade revela um declínio das chances de Serra na eleição presidencial de outubro.

Manipulação de dados à parte, conforme advertência feita por este blog em postagem de 15 de outubro de 2009, o Datafolha, que vem insistindo que a diferença entre os dois candidatos está na margem de erro das pesquisas, já não consegue esconder numa leitura mais acurada dos seus dados uma expressiva vantagem de Dilma.

Com margem de erro de dois pontos percentuais, a pesquisa realizada entre os dias 20 e 23, com 10.905 entrevistas em todo o país, mostra Serra com 37% e Dilma com 36% das intenções de voto. Na última pesquisa, Serra tinha 39% e Dilma 37%, ou seja, enquanto o tucano recuou dois pontos, a petista perdeu apenas um.

Tudo “dentro da margem de erro”, como insiste o instituto de pesquisa. Mas há outros números que confirmam a vantagem de Dilma.

Na possibilidade de um segundo turno, ela vence Serra por 46%a 45%. E na pesquisa espontânea, quando o eleitor diz em quem pretende votar sem que lhe seja apresentada uma lista de candidatos, o nome de Dilma foi citado por 21% dos entrevistados contra apenas 16% que declinaram o nome de Serra. O detalhe é que, neste quesito, em relação à pesquisa anterior, Dilma perdeu um ponto percentual, enquanto Serra perdeu três pontos.

Na pesquisa deste sábado, Serra só cresceu no item rejeição do candidato. Em relação à pesquisa do início do mês, a rejeição do tucano aumentou de 24% para 26%, enquanto a rejeição de Dilma caiu de 20% para 19%. Ou seja, é cada vez maior o número de eleitores que declara que não votará em Serra de jeito nenhum, enquanto esse percentual em relação a Dilma só faz diminuir a cada pesquisa.

Outro sintoma das dificuldades enfrentadas por Serra é que os jornais já não dão a esta altura da campanha o mesmo destaque que davam às pesquisas no começo do ano, quando o candidato tucano liderava com folga a corrida presidencial. Se não há vantagem evidente de Serra, a pesquisa não é manchete e quase deixa de ser notícia.

Outra evidência é o crescimento da senadora Marina Silva. Quando o deputado Ciro Gomes, insistia-se que sua presença na campanha era a garantia de uma eleição com segundo turno. Agora se faz o mesmo jogo com a candidata do PV, mas seu crescimento, se efetivamente estiver ocorrendo, é em cima dos votos de Serra. Ou ele não estaria nesta situação.

Geraldo Seabra

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