Sucessão deixa Tasso de saia justa no Ceará
A necessidade de erguer um palanque para o governador José Serra, virtual candidato do seu partido à Presidência da República, em franca oposição aos seus principais aliados no Ceará, os irmãos Ciro e Cid Gomes, este governador do estado e candidato à reeleição, está deixando o senador Tasso Jereissati numa saia para lá de justa.
Para fugir desse problema, o senador já pensa numa atitude radical: abandonar sua antigas crias e partir para uma quarta candidatura ao governo do Ceará, Estado que já governou por três vezes, ou cinco, se forem computados os mandatos com que presenteou Ciro Gomes em 1990, ou Lúcio Alcântara, em 2002, quando os ticanos tinham a hegemonia política no estado.
Na verdade, sua eventual candidatura não seria de livre e expontânea vontade. Além de garantir palanque a Serra ou a outro candidato do PSDB (nao se afaste a possibilidade de uma chapa encabeçada pelo governador Aécio Neves, tendo Ciro Gomes de vice), Jereissati vai tentar dar uma injeçao de ânimo ao PSDB no Ceará, onde o partido também vem definhando.
Essa redução no tamanho do PSDB no Ceará foi também obra de Jereissati, que a cada desavença a nível local ou nacional ia acomodando seus pupilos em outras legendas, ocasisões em que matava dois coelhos com uma só pualada.
Além de resolver o problema pessoal do seu vassalo (que me desculpem a expressão, mas depois de derrubar o império dos coronéis, Tasso tornou-se uma espécie de senhor feudal do Ceará), ele fincava o pé em outra legenda e passava a tê-la na sua área de influência.
Depois de uma hegemonia do PSDB no Ceará, Tasso Jereissati continua sendo o político mais importante do Estado. Mas hoje está mais para andorinha do que para tucano, tamanha foi a revoada do ninho tucano que ele mesmo patrocinou ou não teve como evitar.
São exemplos dessa revoada seu pupilo maior, Ciro Gomes, o ex-senador Sérgio Machado, o ex-governador Lúcio Alcântara, e o ex-vice-governador Moroni Torgan. Machado e Alcântara fora eleitos senadores por Tasso quando ele patrocinou o vôo mais alto dos tucanos no Estado, em 1990, ano em que fez Ciro seu sucessor.
Depois, com as próprias asas, Ciro voou do PSDB e fez um primeiro pouso no PPS (por cuja legenda foi candidato a presidnte da República) e depois desceu no PSB. Sérgio Machado levantou vôo para o PMDB e fez um pouso tranquilo na presidência da Transpetro, enquanto Alcântara depois de tê-lo sucedido em seu terceiro mandato, se desentendeu com o chefe e foi parao PR. Moroni Torgan debandou-se para o DEM, onde aguarda melhor oportunidade.
Mas para Tasso Jereissati fazer verao nas proóximas eleições, seja candidato a reeleição para o Senado ou a voltar pela quarta vez ao governo do Estado, suas crias não lhe faltarão. Ou não resistirão ao tilintar do vil metal, que Tasso, maior fortuna do Ceará, tem de sobra para finacniar suas campanhas.
Por isso, o vôo solo de uma andorinha, no caso de Jereissati, seria apenas figura de linguagem. Na verdade, a saia justa só lhe dificultará novos vôos se o PSDB confirmar como candidato a presidente o governador de São Paulo, José Serra, por quem não nutre grandes simpatias. Nesse caso ele fará as honras da casa, mas de cara amarrada.
Comentários
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o ceara so tem a ganha com acadidatura de tasso au governor do estado, poís cid ñ tem mais votos como teve em 2006 no interior, pois traiu o povo umilde que acreditou nele, donos veiculos velhos.agricultores, e pequenos produtores, aqui vai uma opiniaõ para governador,raimundo gomes de matos,vice cirilo pimenta. senadores tasso e gonzaga mota, sera achapa vencedora. fale para o PSDB.