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De volta ao PSDB, Flávio Arns perde cargo no Senado

Flavio ArnsNão ecoaram nos ouvidos do senador José Sarney (AP) os protestos do líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), para que o senador Flávio Arns (PR), de volta ao ninho tucano, fosse restituído ao cargo de presidente da Comissão de Educação, conforme decisão da Secretaria Geral da Mesa do Senado de declarar a vacância do cargo.

Flávio Arns presidia a Comissão de Educação, Cultura e Esporte na condição de membro da bancada do PT, que ele abandonou em meio à recente crise do Senado por discordar da orientação do seu partido de votar pela cassação de Sarney. Assim que Arns deixou o PT, o líder Aloizio Mercadante pediu o seu cargo de volta para o partido.

O detalhe neste caso é que Mercadante – que chegou a anunciar sua renúncia à liderança do PT, pelos mesmos motivos que levaram Arns a sair do partido – recebeu todo o apoio do senador paranaense quando enfrentava o seu inferno astral, desafiando a direção do partido e a posição do Palácio do Planalto favorável a Sarney.

Insatisfeito com a decisão da Secretaria Geral da Mesa, acolhida por Sarney, Arthur Virgílio informou que a liderança do PSDB vai pedir à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania que se pronuncie sobre a questão.

Na avaliação de Arthur Virgílio, não houve vacância na presidência da comissão, uma vez que a indicação de Flávio Arns pela liderança do PSDB para integrar a comissão foi feita no mesmo dia em que o líder do PT, senador Aloizio Mercadante (SP), informava à Mesa a saí­da do senador do partido.

Para o senador Flávio Arns, a interpretação dada pela Secretaria Geral da Mesa refere-se a membro de comissão que perde a vaga na comissão ao mudar de partido. No caso dele, o senador acha que o princípio não se aplica porque ele não foi apenas indicado pela liderança do PT, mas também eleito para a presidência da comissão pelos demais membros do colegiado.

Mas não foi esse o entendimento de Sarney. O presidente do Senado afirmou que a decisão da Secretaria Geral da Mesa foi pautada pelo Regimento Interno. Ele explicou que, como Flávio Arns desligou-se do PT, também deve ser afastado da presidência da comissão.

Mesmo perdendo a presidência da Comissão de Educação, o senador Arns sai lucrando. Embora tenha abandonado o partido pelo qual se elegeu, ela ainda está preservando o seu mandato, o que pode não durar muito.

O Tribunal Superior Eleitoral concorda com a tese de que o mandato pertence ao partido, o que dá às agremiações partidárias base para pedirem na Justiça a devolução do mandato do parlamentar que trocar de partido depois da eleição. Arns que se cuide.

Com informações da Agência Senado

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