Até agora, Arruda só cumpriu a ameaça de sumir
Das três ameaças que fez ao saber que Durval Barbosa tinha uma série de imagens altamente comprometedoras do seu comportamento político – desaparecer, matar Barbosa ou suicidar-se – o governador José Roberto Arruda optou pela primeira.
Desde a última sexta-feira, quando estourou o escândalo de distribuição de propinas a seus correligionários, revelada pela Operação Caixa de Pandora da Polícia Federal, Arruda sumiu e a notícia que se tem dele foi da nota divulgada na tarde de domingo.
O governador teria abandonado sua casa particular e desde que o caso estourou encontra-se recluso na residência oficial de Ãguas Claras, onde um farto aparato de segurança o mantém afastado de jornalistas, do público e de curiosos.
À residência oficial só têm acesso assessores próximos e o vice-governador Paulo Octávio – signatário com Arruda da nota distribuída no domingo – e assim mesmo ele chegou de helicóptero, desembarcando a uma boa distância do portão principal.
Arruda não deixará a residência de Ãguas Claras nem mesmo para a reunião com a direção nacional do seu partido, o Democratas. Líderes do DEM vão até a residência do governador ouvir sua versão do caso e fazer um apelo para que se explique em público.
Na cúpula do DEM existe um forte movimento para que Arruda seja expulso do partido. Se isso ocorrer, o governador, ainda que não renuncie ou não sofra impeachment, não poderá se candidatar à reeleição porque não há mais tempo para mudança de partido.
A expulsão deverá atingir também o vice-governador Paulo Octávio e o presidente da Câmara Legislativa, envolvido com Arruda no escândalo da distribuição de propinas. O objetivo do DEM é que o partido seja contaminado pelo escândalo nas eleições de 2010.
Geraldo Seabra

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