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Crítica a discurso da rainha gera censura na Inglaterra

Eliabeth IIUm apresentador de uma rádio de Birmingham, no centro da Grã-Bretanha, foi demitido depois de interromper a transmissão de um discurso da rainha Elizabeth 2ª no Natal, dizendo que ele estava chato.

O apresentador e comediante Tom Binns interrompeu a transmissão do discurso na rádio BRMB, que havia entrado no ar por engano no lugar do noticiário, dizendo: “Duas palavras: Cha-To”.

Em seguida ele comentou que a família real é considerada boa para o turismo, mas que a França degolou sua família real e continua recebendo turistas.

Binns colocou então no ar a música Last Christmas, do grupo Wham!, liderado por George Michael, dizendo que passava “de uma rainha para a outra” (a palavra queen, rainha em inglês, é também usada como gíria para homossexual).

A companhia Orion Media, proprietária da rádio, disse ter recebido “um pequeno número” de reclamações de ouvintes, mas confirmou ter suspendido o contrato com Binns.

O diretor de programação e marketing da Orion Media, David Lloyd, afirmou que o apresentador fez “comentários inapropriados” sobre o discurso da rainha.

“Não concordamos com o que ele disse de forma nenhuma, tenha ele falado de brincadeira ou não”, disse.

A punição ao radialista inglês não mereceu nenhum porotesto da vigilante grande imprensa brasileira nem de seus órgão representativos (ABERT e ANJ), sempre prontos a apontar qualquer tipo de cerceamento da mídia aqui no Brasil e no continente latino-americano.

As críticas ocorrem mesmo quando a punição atinge veículos de comunicação que, em nome da liberdade de expressão, tentam desestabilizar governos, como ocorre no Brasil, na Venezuela, na Bolívia, no Equador e, mais recentemente, na Argentina.

Pela punição ao radialista, pode-se imaginar o que aconteceria à mídia inglesa se tivesse comportamento semelhante ao dos grandes grupos de comunicação do Brasil, da Venezuela, da Argentina e de outros países da América do Sul na crítica tendenciosa e na deturpação dos fatos, uma rotina nas páginas dos jornais e nos noticiários de ráio e televisão.

Fotografias

Domingo, a rainha Elizabeth 2ª divulgou um forte alerta para que jornais não publiquem fotos da família real tiradas por paparazzi.

Os advogados da rainha lembraram os jornais das obrigações que têm de respeito à privacidade sob seus próprios códigos de conduta, em meio à irritação da família real sobre intrusões em suas vidas.

Fotógrafos serão monitorados nas vias públicas ao redor da residência real em Sandringham, no condado de Norfolk, durante o Natal.

O porta-voz do príncipe Charles disse que a família real tem direito à privacidade durante “atividades privadas diárias”.

“Membros da família real sentem que têm direito à privacidade quando estão realizando suas atividades particulares e diárias”, disse Paddy Harverson.

“Eles reconhecem que há um interesse público neles e no que fazem, mas não acham que isso se estenda a fotografias das atividades privadas deles e de seus amigos.”

Geraldo Seabra

Com informações da BBC Brasil

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